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Médicos publicam Manifesto à Nação onde exigem
melhora da
saúde brasileira publicam Manifesto à Nação onde exigem melhora da saúde
brasileira
Seg, 02 de Agosto de 2010 14:58
Médicos do todo o país
cobram respostas dos gestores para
problemas estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS) e clamam por
urgentes
investimentos públicos em todos os níveis de assistência (atenção
básica, média
e alta complexidade) e prevenção no SUS. Este e outras manifestações
foram
publicadas em Manifesto dos Médicos à Nação, divulgado nesta
segunda-feira (2).
O
documento traz propostas de soluções aos problemas que comprometem os
rumos da
saúde e da Medicina, contribuindo para a redução de desigualdades, a
promoção
do acesso universal aos serviços públicos e para o estabelecimento de
condições
dignas de trabalho para os médicos e de saúde à população. O texto será
encaminhado aos representantes dos Três Poderes e aos principais
candidatos à
Presidência da República.
A luta
pela regulamentação da Emenda Constitucional 29 continua sendo uma das
prioridades para o movimento médico em nível nacional. A proposta é
importante
por determinar parâmetros adequados ao financiamento do SUS.
Como
parte de uma política de interiorização do profissional, uma das
propostas
defendidas é a criação da carreira de Estado do médico. Para as
entidades, a
carreira seria a garantia para melhorar o acesso da população aos
atendimentos
médicos, especialmente no interior e em zonas urbanas de difícil
provimento.
Outra
preocupação das entidades é quanto ao futuro e a qualidade do exercício
da
Medicina. É preciso aprofundar as medidas para coibir a abertura
indiscriminada
de novos cursos, sem condições de funcionamento, colocando a saúde da
população
em risco.
MANIFESTO DOS MÉDICOS À NAÇÃO
Nós, médicos,
representados no XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), de
1. É imperioso garantir a
aprovação imediata da regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vincula
recursos nas três esferas de gestão e define o que são gastos
2. O Governo Federal deve
assegurar que os avanços anunciados pela área econômica tenham repercussão
direta no reforço das políticas sociais, particularmente na área da saúde, que
sofre com a falta crônica de recursos, gestão não profissionalizada e
precarização dos recursos humanos.
3. São urgentes os
investimentos públicos em todos os níveis de assistência (atenção básica, média
e alta complexidade) e prevenção no SUS. O país precisa acabar com as filas de
espera por consultas, exames e cirurgias, com o sucateamento dos hospitais e o
estrangulamento das urgências e emergências, além de redirecionar a formação
médica de acordo com as necessidades brasileiras.
5. O papel do médico
dentro do SUS deve ser repensado a partir do estabelecimento de políticas de
recursos humanos que garantam condições de trabalho, educação continuada e
remuneração adequada.
8. Atentos ao futuro e à
qualidade do exercício da Medicina, exigimos aprofundar as medidas para coibir
a abertura indiscriminada de novos cursos, sem condições de funcionamento, que
colocam a saúde da população
9. Num país de extensões
continentais, torna-se imperativo trabalhar pela elaboração de políticas e
programas de saúde que contemplem as diversidades regionais, sociais, étnicas e
de gênero, entre outras, garantindo a todos os brasileiros acesso universal,
integral e equânime à assistência, embasados na eficiência e na eficácia dos
serviços oferecidos, convergindo em definições claras de políticas de Estado
para a saúde.
Preocupados com o contexto
da Saúde no Brasil e com o descumprimento de suas diretrizes e princípios
constitucionais, nós, médicos, alertamos aos governos sobre seus compromissos
com a saúde do povo brasileiro.
ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS
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