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MANIFESTO À POPULAÇÃO DE SERGIPE |
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MANIFESTO
À POPULAÇÃO DE SERGIPE
O Conselho Regional de Medicina
do Estado de Sergipe, diante da situação de múltiplos problemas na
área da Saúde em nosso Estado, com potencial de graves
consequências para a população, neste momento em que se delineiam
novos rumos na administração pública, vem perante a sociedade, os
Ministérios Público, Federal e Estadual e os Gestores da Saúde nas
esferas Estadual e Municipal, mais uma vez, denunciar a persistente
situação das precárias condições de atendimento à saúde
pública, dificultando o desempenho do profissional médico, cabendo
destacar dentre os problemas de maior significância:
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Conselhos de Medicina entram no esforço de ajuda ao Haiti |
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) participará do esforço de ajuda humanitária às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti. Solidário com a situação dos moradores da ilha, a entidade apresentou ao Exército sua disposição em desenvolver esforços que possam contribuir com as ações indispensáveis ao atendimento da população haitiana.
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SUS completa 20 anos, mas não implanta seus princípios fundamentais |
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O Sistema Único de Saúde (SUS) e suas
bases doutrinárias foram geradas na 8ª Conferência Nacional de Saúde,
que aconteceu em 1986, durante o processo de redemocratização do país e
nas vésperas da realização da Constituinte de 1988. Portanto, as
resoluções de 1986 embasaram na Constituição, as formulações do SUS,
que foi regulamentado pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
Antes da criação do SUS, existia um sistema de saúde que atendia, no
setor público, os pacientes que tinham direito aos Institutos de
Assistência, que já haviam sido centralizados no antigo INAMPS.
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Cirurgia plástica não é comércio |
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Está
entrando em vigor, em nosso país, a nova lei dos consórcios, ampliando
a atuação das administradoras. Estas passarão a oferecer serviços,
inclusive procedimentos em Cirurgia Plástica.
Do ponto de vista
comercial, é possível que a legislação atualizada traga transparência e
benefícios às empresas e, genericamente, aos consumidores. Acontece que
Medicina não é e nunca foi uma modalidade de comércio.
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O Brasil não precisa de mais escolas de medicina |
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Entidades registram preocupação com possibilidade de abertura de novas faculdades médicas
A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de
Medicina (APM) vêm a público expressar preocupação com a notícia que dá
conta de que o Ministério da Educação (MEC) avaliará ainda no inicio de
2009 o pedido de abertura de sete novos cursos de medicina, podendo
autorizá-los a funcionar.
É publico que o Brasil não precisa de novas escolas de medicina. Temos
uma média de um profissional por 600 habitantes, proporção muito
superior à preconizada como ideal pela Organização Mundial de Saúde
(OMS) que é de um médico por 1.000. Aliás, em grandes centros, como São
Paulo, a média é de um profissional de medicina por 250 habitantes. Um
exagero.
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